5 de janeiro de 2026

Beba Toda a Poesia

Alguns livros do Cláudio Schuster aqui em casa

 

BEBA TODA POESIA

POESIA REUNIDA & INÉDITAS

Cláudio Schuster (*)

 

Luiz Carlos Vaz (**)

 

            Uma mensagem no zap agora de manhã me lembra de um encontro marcado já na sexta... O Cláudio Schuster, em rápida passagem por aqui, quer me entregar um exemplar de seu último livro, o Beba Toda a Poesia, Poesia Reunida & Inéditas. Confirmo e digo, no Mercado, pode ser? Sim, ele responde, às onze horas então!

            Ele ainda não sabe, mas há uma invasão acontecendo num país da América Latina. “Só se fala em outra coisa”, pois os nossos colegas da imprensa, nas entradas relâmpago das edições especiais de notícias, mais do que nunca, sabem que precisam chamar o presidente “sequestrado” de ditador. Uma coisa é não gostar de um presidente eleito, e depois reeleito duas vezes em condições precárias... Mas outra, bem diferente, é louvar uma invasão armada e um sequestro. E vamos combinar que o Bond, James Bond, não existe na vida real, certo?

            E as notícias e as “opiniões” são lidas, ao vivo e em cores, nas “partituras dos teleprompters”, e ninguém fala na ONU ou para que ela serve. ONU? Que sigla é essa?

Cláudio Schuster, Mário Schuster, L.C.Vaz e o novo Livro



       

       Pedimos três cafés, pois o outro Schuster, o irmão artista plástico, nos acompanha. Há um quase silêncio obsequioso no pátio do Mercado Central no sábado pela manhã; poucas pessoas às mesas e um ar frio de inverno, em pleno verão, nos fazem companhia... Mas os assuntos vão rolando: primeiro, claro, os livros, depois a poesia, a arte e os fatos inesquecíveis de 2025 vão desfilando em nossa mesa como de fosse a nossa retrospectiva do ano.            

           Uma hora e meia depois, salvamos o mundo, acabamos com a violência, com a ignorância, com a fome e a miséria, inclusive a intelectual do Planeta Terra; nos despedimos, marcamos futuros encontros e saímos. Mas o dia recém estava começando...

            Ao chegar em casa percebo que há uma mensagem no correio eletrônico: “Más notícias. Desculpa ser assim por email, mas não consegui achar teu fone... O pai faleceu agora de manhã cedo. Queria fazer uma mensagem melhor mas agora não consigo...!” Quem assina é o Sergio, filho do meu amigo, desde os tempo do Ginásio em Bagé, o José Luiz Salvadoretti. Retorno a ele por telefone e conversamos o necessário; não é momento para conversas longas, e ele me dá os detalhes num resumo possível. Uma dor abdominal, uma internação em tempo hábil, mas... 24 horas depois, o fim.


Nossa última conversa "ao vivo" na Feira do Livro de POA em 2023


            Haverá poesia para isso? Pois o Cláudio Schuster, sem saber, me salva com um poema inédito do seu livro:


nascer

de cada noite

a cada dia

cada morte

cada poesia

 

na luz

e nas trevas

me atrevo

meus versos

são partos

que escrevo

 

            Não sei já estou maduro o suficiente para entender tudo isso, mas o Cláudio Schuster continua me salvando:

 

deixei o mundo

que se foda

vou ser poema

não direi coisa com coisa

não darei endereço

quem quiser me achar

que se perca

 

            Então eu choro para me perder!

..............

(*) Cláudio Schuster nasceu em Pelotas onde estudou Jornalismo (foi meu aluno!), e mora dede 1986 em Florianópolis; como autor, publicou diversos livros desde 1994; é co-autor de roteiros para o cinema e do álbum Há um blues no fim do túnel, em parceria com Marcovila; em 2025 publicou seu mais recente trabalho “Beba Toda a Poesia - Poesia Reunida & Inéditos”, pela editora Mondrongo -  editoramondrongo@gmail.com

Para seguir o poeta nas redes:

Facebook: Cláudio Schuster

Instagram: @claudioschuster

 

(**) Luiz Carlos Vaz é Jornalista, Fotógrafo, Escritor e Editor deste Blog

29 de dezembro de 2025

Um desejo para 2026

 

Foto: Luiz Carlos Vaz


Márcia Duarte (*)

 2025 está terminando e, com ele, também encerramos mais um ciclo em nossas vidas, mais uma etapa vencida. Ufa! Que alívio termos conseguido chegar até aqui, são e salvos, não é mesmo?

 Foi um ano de grandes desafios e dissabores. Não foi exatamente aquele ano para se recordar com carinho e adoração. Pelo contrário, tudo o que aconteceu até o momento mostrou que somos pessoas vulneráveis e estamos à mercê de qualquer intempérie, e nem sempre um guarda-chuva vai nos proteger.

Dizem que recordar é viver, mas longe de mim querer recordar as dores que senti. Certo é que aprendi algo muito importante em todos os percalços que vivi: a vida não vem em ondas como o mar, mas como um maremoto. De repente, tudo está tranquilo e uma leve fissura se transforma em uma rachadura imensa e inesperada.

Eu vi o caos em 2025 e ele não foi nada generoso. O caos pode ser interessante para nos reinventarmos, eu disse pode, desde que estejamos atentos ao que ele quer nos dizer, o que, considerando as alternativas, não fica muito claro aos nossos olhos.De tudo o que observei, pude constatar que muitos ainda não entenderam que estamos aqui só de passagem e que todo mundo – com raríssimas exceções – enfrenta, ou enfrentará, alguma batalha de difícil compreensão.

O universo solenemente ignora nossos votos de paz e calmaria que tanto desejamos quando fazemos um pedido no final do ano. Ele é lindo, não é mesmo? Mas não está nem um pouco interessado em nossas promessas e desejos.

No entanto, somos seres que almejam algo. Estamos sempre insatisfeitos, e isso não é de todo ruim, pois o querer nos ajuda a crescer, a ir atrás de algo que nos motive e nos dê razões para continuarmos existindo neste planeta. Muita coisa aconteceu durante os 12 meses de 2025: vimos o mundo em ebulição, vimos mortes inesperadas, vimos guerras, disputas e muito pouco de paz e amor.

No entanto, talvez a verdadeira lição que este ano nos deixou seja a de que precisamos de mais paciência e compreensão. Precisamos estar mais atentos ao mundo ao nosso redor, perceber as pequenas coisas que nos conectam, em vez de nos perdermos em nossas próprias frustrações. O caos está aí, mas ele também nos ensina a olhar para o outro, a ser menos egoístas e mais solidários.

A vida não é só sobre nossas batalhas pessoais, mas sobre o que podemos oferecer aos outros, o que podemos aprender com as dificuldades alheias. Talvez, ao invés de pedir somente calma e serenidade, devêssemos também pedir por mais empatia, por mais abertura ao sofrimento dos outros e por mais coragem para atravessar as tempestades ao lado uns dos outros.

Que 2026 chegue com a promessa de um olhar mais atento, mais generoso e mais consciente de que não estamos sozinhos.

Que saibamos aprender com os erros e acolher as diferenças, sem pressa de encontrar respostas, mas com a paciência de entender o que realmente importa.

Feliz 2026!!

................

(*) Márcia Duarte é pedagoga, leitora voraz e escritora nas horas vagas. Pós-Graduada em Leitura e Produção textual pela UFPel, publicou o texto Uma Menina querendo ser jornalista no livro Algumas muitas ideias sobre alfabetização literária, organizado pela professora Cristina Maria Rosa, em 2024.

28 de novembro de 2025

As Vovós e os Vovôs estão na web! Continuam, 16 anos depois!

 


    

Luiz Carlos Vaz (*)

    Há 16 anos fizemos a primeira postagem no nosso Blog; o Blog da Velha Guarda Carlos Kluwe, do Colégio Estadual de Bagé, como o chamávamos...

    Quanta coisa mudou! Pestes, Pandemia, 7x1... e o surgimento das redes sociais e anti-sociais falando mentira com nome estrangeiro, numa tentativa de glamourizar a sacanagem...

    Nesses anos todos, passamos de 500.000 visitas, um número singelo se, levarmos em conta que se alguém posta uma asneira, pode em seguida ter 700 mil “laiques”. tsc tsc



    Mas, seguimos tranquilos na tarefa de reunir e preservar, sempre que possível, as memórias e as histórias vividas por nós, os alunos que passaram pelo Estadual e nasceram, principalmente nos meados do século passado em diante, kkkkk

    E ele ainda está "no ar" só por causa de vocês, colegas, colaboradores e nossos leitores. Muito Grato a Vocês!

    É, como diz nossa primeira postagem: As Vovós e os Vovôs estão na web!

(*) Luiz Carlos Vaz é ex aluno do Estadual, Jornalista, Fotógrafo, Escritor e editor deste Blog desde sua estreia na "web"!

24 de novembro de 2025

A Maratona das Feiras

 

Alguns momentos de autógrafos, encontros e reencontros com os Amigos do Livro


Luiz Carlos Vaz (*)


É dia de feira

Quarta-feira, Sexta-feira.

Não importa a feira

É dia de feira

Quem quiser pode chegar

É dia de feira

Quarta-feira, Sexta-feira...

vem maluco, vem madame

vem maurício, vem atriz

pra levar comigo

tô vendendo livros

que curam e acalmam

tô vendendo livros

que aliviam e temperam...

 

 ... como diz na música do Rappa, e foi mais ou menos assim comigo.

                Fui convidado a autografar meus livros neste ano de 2025, pela ordem, nas Feiras do Livro de Arroio Grande, Bagé, Porto Alegre e Jaguarão. Foi uma verdadeira Maratona, mas valeu a pena, Reencontrei meus amigos e conheci novos leitores. Entre eles, uma professora nascida no Paraguai, que hoje leciona Espanhol e Guarany na unidade da Unipampa em Jaguarão. Isso só comprova que, como dizia o saudoso Schlee, que é tudo Uma terra Só, e arremato eu, com uma frase que tenho repetido, de que fora da leitura não há salvação. Até para quem usa tornozeleira.

                Em 2026, com meu próximo livro já quase pronto, e incluindo a Feira de Pelotas, quero repetir, novamente o gesto do soldado Fidípides, que correu cerca de 42 km da cidade de Maratona até Atenas para anunciar a vitória grega sobre os persas em 490 a.C.  Vou chegar ao fim, e vou gritar da mesma forma que ele: "Vencemos!" Só não vou morrer, pois essa é uma Maratona que, ao invés de cansar, só nos dá mais fôlego, energia e esperança de seguir per/correndo o caminho das palavras.

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(*) Jornalista, Fotógrafo, Escritor e Editor deste Blog



12 de novembro de 2025

71ª Feira do Livro de Porto Alegre

 


Luiz Carlos Vaz (*)

            No Domingo, dia 9 de novembro, participei da Sessão de Autógrafos na 71ª Feira do Livro de Porto Alegre. Além do livro inscrito para o lançamento - Notícias do Schlee, da Editora Ardotempo, autografei outros livros meus.

            É muito bom perceber que o livro físico - o livro real, ainda é o que mais vende, é o que procurado pelos leitores de sempre e pelos novos leitores. Foi muito bom estar na Praça da Alfândega e encontrar, inclusive, o companheiro Olívio Dutra, um frequentador assíduo das feiras do livro.

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(*) Luiz Carlos Vaz é Jornalista, Fotógrafo, Escritor e Editor deste Blog

1 de novembro de 2025

As águas de março, abril, maio...

 

Foto do autor


Luiz Carlos Vaz (*)

                Vivo insistindo, batendo na mesma tecla, incomodando a todos, até. Reconheço. Mas a preservação da Memória Coletiva é a garantia que temos de saber de onde  viemos, onde estamos e, talvez, para onde podemos ir...

                Visitei ontem a mostra fotográfica Memorial das Águas – Reconstrução e Solidariedade. A atual mostra se chama "Gratidão", e acontece no Largo do Mercado. Ali estão em exposição trabalhos  de diversos fotógrafos que fizeram a cobertura das “cheias” que assolaram o nosso Estado há pouco tempo... Vários colegas de Pelotas, entre eles, o Paulo Rossi e o Gustavo Vara, tiveram suas imagens selecionadas para essa exposição que está sendo realizada em diversas cidades.


Foto do autor


                Mas as fotos que mais me atormentaram são as que mostram um “varal” com retratos de família  salvos da enchente secando como se fossem roupas ao sol...

                Quantas memórias familiares, quantas recordações afetivas foram perdidas? Milhares, milhões? Não saberemos nunca! E, que fique bem claro, não há segurança alguma para as fotos digitais armazenadas na tal “nuvem”!


Foto do autor



                Dediquei meus estudos de pós-graduação a esse tema - a Memória! Publiquei vários artigos, fiz minha dissertação sobre isso... e não canso de recomendar: “passem para o papel as fotos de vocês”, guardem em caixas bem fechadas, livres da umidade, do sol e... das águas. Nuvem, como dizia o Hermes Aquino, é coisa passageira...

“Eu sou nuvem passageira/ Que com o vento se vai/ Eu sou como um cristal bonito /Que se quebra quando cai...”

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(*) Luiz Carlos Vaz é Jornalista, Fotógrafo, Escritor e Editor deste Blog

28 de outubro de 2025

Feira do Livro é lugar de encontrar Novos Leitores e Velhos Amigos

 



Luiz Carlos Vaz (*)

                Bueno, estou de volta! Fui até a Rainha da Fronteira para autografar meus livros na 27ª Feira do Livro de Bagé. Eu já havia autografado lá duas vezes, em 2016 na Feira do Livro e, em 2022, na LEB Livraria e Cafeteria.

                A Feira aconteceu na Praça de Esportes, junto com diversas atividades culturais, como rodas de conversas e shows das mais diversas artes. Um deles, o show do Vitor Ramil, me fez ir na véspera da  minha sessão de autógrafos.

"Fora da Leitura...

...não há salvação!"


                Como um Quixote do século XXI, enfrentei no trajeto diversos "moinhos", como discos voadores extraterrestres, e uma ponte que está funcionando em uma só pista. Nada que o sonho de encontrar Aldonza nos impeça de seguir em frente!

Coisas extraterrestres...

                Até inventaram uma história de que, como os autógrafos seriam no domingo, "depois da missa das 10h", eu teria combinado com o Padre que desse como penitência comprar um livro meu na Feira... Esse meu pessoal é muito fofoqueiro!

Abraçando minha cidade natal

                Ah, e no retorno para casa dei uma cruzada na Hulha Negra para amainar a saudade do meu Torrão.

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(*) Luiz Carlos Vaz é Jornalista, Fotógrafo, Escritor e Editor deste Blog